
Entendendo a Demência na
Doença de Alzheimer
Saiba mais sobre os sinais clínicos, evolução e tratamentos da para esse problema cada vez mais frequente.
origem do Alzheimer
A demência na Doença de Alzheimer é considerada uma "doença neurodegenerativa". Isso significa que é uma condição causada por morte dos neurônios, decorrente dentre outros fatores da proteinopatia Beta-amilóide. No cérebro de uma pessoa com Alzheimer, principalmente em locais responsáveis pela formação das "memórias recentes", como o hipocampo, esse processo acontece de maneira lenta e progressiva.
Dessa maneira, a capacidade de reter informações, aprender e produzir novas memórias é paulatinamente comprometida. À medida que a doença avança para outras estruturas cerebrais, outras funções também começam a ser prejudicadas: linguagem (o paciente esquece nomes e utiliza de termos genéricos para descrever objetos e pessoas), raciocínio e planejamento (existe o abandono de tarefas que exijam tomadas de decisão importantes, como o gerenciamento de finanças), mobilidade (o prejuízo a circuitos relacionados ao movimento podem gerar dificuldade de se levantar ou andar sozinho, trazendo risco de quedas) e deglutição (em fases mais avançadas, a dificuldade de engolir pode acarretar em medicações e comidas "paradas na boca").
Além disso, a doença costuma avançar para áreas relacionadas a emoções e comportamento - "o sistema límbico". Portanto, é comum que surjam sintomas como depressão, agitação, ansiedade, inquietação e apatia. Que podem aparecer em qualquer momento do dia: à noite, é frequente o prejuízo do sono com pesadelos e falas delirantes; e à tarde é possível uma inquietação/agitação sem causa aparente ("Fenômeno do Alvorecer".
Fases do Alzheimer
Costumamos dividir a doenças em fases, para facilitar o entendimento e facilitar o planejamento do tratamento, porém entenda que é um processo contínuo e, muitas vezes, não somos capazes de delimitar marcos com precisão! Em resumo, apenas para entendimento leigo, seria possível dividir da seguinte forma:
FASE INICIAL:
Presença de esquecimento leve e abandono de atividades mais complexas do cotidiano (planejamento financeiro e gerência de medicações).
FASE MODERADA:
Comprometimento importante do comportamento, com dificuldade em atividades como preparar refeições, cuidar da casa e do vestuário.
FASE AVANÇADA:
Prejuízo grave para autocuidado, já não conseguindo tomar banho ou utilizar o vaso sanitário sozinho. Nesta fase, a apatia, a imobilidade e a incapacidade para deglutição (disfagia) estão mais presentes.
Tratamentos disponíveis
Antes de explicar um poucos dos remédios para essa doença, é fundamental que, logo após o diagnóstico, o paciente com Alzheimer tenha supervisão 24 horas. E por que digo isso? Porque o indivíduo com problemas de memória é uma pessoa em risco! Uma pessoa com risco de sair de casa e não conseguir retornar; de se colocar em situações perigosas como colocar fogo na cozinha ou ingerir produtos não comestíveis; de não tomar remédios necessários ou até mesmo de tomar em excesso!
Portanto, após garantir esse apoio do cuidado constante. Podemos avaliar as prioridades de cada caso com mais segurança. Essa prioridade é bem variável, e passa desde resolver alterações alimentares até controlar problemas relativos ao comportamento.
Os remédios específicos para essa condição são os Anticolinesterásicos (medicações que aumentam a disponibilidade do neurotransmissor acetilcolina no cérebro) e a Memantina (um neuroprotetor antagonista do glutamato). Além desses, muitas vezes utilizamos de Antidepressivos e Antipsicóticos para manejar sintoams de comportamento. Sempre que necessário, fazemos o uso dessas medicações na tentativa de melhorar o quadro clínico. Porém, é necessário o entendimento de que ainda NÃO existem medicações disponíveis para a interrupção da progressão da Doença de Alzheimer.
Muitos estudos estão em andamento atualmente, e considero que estamos próximos de oferecer melhores terapias nesse sentido! Medicações "anti- amilóide" como Lecanemab e Docanumab estão cada vez mais próximas da nossa realidade, porém ainda existem fortes problemas relacionados á segurança dessas medicações (capazes de gerar edema e hemorragias cerebrais). Dessa maneira, ainda estão restritas à pesquisa cientifica, que estuda a melhor molécula, a melhor dose e o melhor perfil de paciente que se beneficiará desses tratamentos.
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