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Depressão

na terceira idade

Saiba mais sobre como esse problema pode atrapalhar o envelhecimento saudável.

O que é Depressão?

A Depressão é uma doença mental comum, caracterizada por uma tristeza persistente, perda de interesse ou prazer em atividades antes apreciadas, e uma variedade de sintomas físicos e emocionais. Em idosos, a depressão pode ser especialmente preocupante, pois muitas vezes passa despercebida e pode impactar significativamente sua qualidade de vida e independência.

A fisiopatologia da depressão envolve várias alterações no cérebro e no corpo. Alguns dos principais fatores incluem:

  • Desequilíbrio Químico: O cérebro depende de neurotransmissores (como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina) para regular o humor. Na depressão, esses neurotransmissores podem estar em desequilíbrio, dificultando a comunicação entre as células nervosas.

  • Fatores Genéticos: A predisposição genética pode aumentar o risco de desenvolver depressão. Se há casos de depressão na família, as chances de um idoso desenvolver a condição podem ser maiores.

  • Alterações Estruturais no Cérebro: Estudos mostram que pessoas com depressão podem ter alterações em certas áreas do cérebro, como o hipocampo e a amígdala, que estão relacionadas à regulação das emoções.

  • Inflamação: Há evidências de que a inflamação crônica no corpo pode estar ligada ao desenvolvimento de sintomas depressivos.

  • Hormônios: Mudanças hormonais, comuns em idosos, podem também desempenhar um papel na depressão

Os sinais clínicos da depressão podem variar, mas incluem:

A depressão pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e funcionalidade do idoso, afetando várias áreas da vida. A perda de interesse e a falta de energia podem dificultar a realização de atividades diárias, como tomar banho, vestir-se e preparar refeições, reduzindo a autonomia. O descuido com o autocuidado que a depressão promove pode piorar condições de saúde existentes, como diabetes e doenças cardíacas. Os distúrbios alimentares que são consequência dessa condição, porém com prometer o estado nutricional e gerar perda de força, imobilidade e quedas. A falta de interesse em atividades sociais pode levar ao isolamento, agravando ainda mais a depressão e aumentando o risco de deterioração cognitiva.

Sinais da Depressão

  • Tristeza persistente

  • Perda de interesse ou prazer em atividades antes apreciadas

  • Fadiga ou perda de energia

  • Alterações no apetite e no peso

  • Dificuldade para dormir ou excesso de sono

  • Sentimentos de inutilidade ou culpa

  • Dificuldade de concentração

  • Pensamentos de morte ou suicídio

  • Irritabilidade ou agitação

Tratamentos disponíveis

O tratamento da depressão em idosos geralmente envolve uma abordagem combinada de medicamentos e psicoterapia. Os antidepressivos são frequentemente prescritos para ajudar a corrigir o desequilíbrio químico no cérebro. É importante que haja monitoramento médico constante para que seja ajustada a dose ideal para cada perfil de paciente, sempre observando possíveis efeitos colaterais, que podem ser mais pronunciados em idosos devido a alterações no metabolismo e à presença de outras condições de saúde.

Além da medicação, a psicoterapia é uma parte crucial do tratamento. Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) têm se mostrado eficazes para ajudar os idosos a desenvolverem estratégias para lidar com os pensamentos negativos e os comportamentos associados à depressão. Atividades físicas regulares, uma dieta balanceada e a manutenção de uma vida social ativa também são recomendadas como complementos importantes ao tratamento, contribuindo para a melhoria do humor e da qualidade de vida do idoso.