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Dor Crônica

Não é preciso passar por esse sofrimento sozinho!

O que é Dor Crônica?

     A dor crônica é qualquer tipo de dor persistente que dura por mais de três meses e pode ser resultante de uma variedade de condições médicas. Em idosos, a dor crônica é uma queixa comum e pode ter um impacto profundo na qualidade de vida, na capacidade de realizar atividades diárias e na saúde mental.

Causas da Dor Crônica

  • Artrites: A osteoartrite e a artrite reumatoide são causas comuns de dor crônica em idosos, resultando em dor nas articulações, rigidez e inchaço.

  • Doenças Degenerativas da Coluna: Condições como a doença degenerativa dos discos vertebrais (Ex: hérnia de disco) e a estenose de forames intervertebrais (locais onde passam os nervos da coluna em direção às pernas) podem causar dor nas costas e nas pernas.

  • Neuropatia: Danos aos nervos, muitas vezes devido ao diabetes ou outras condições, podem causar dor crônica, e são descritas como queimação, formigamento ou choque.

  • Fibromialgia: Uma condição caracterizada por dor muscular generalizada e sensibilidade em áreas específicas do corpo.

  • Dor Oncológica: Pacientes com câncer podem experimentar dor crônica devido ao tumor em si ou ao tratamento, como a quimioterapia.

  • Lesões e Cirurgias Anteriores: Fraturas, cirurgias e outras lesões podem deixar sequelas de dor crônica.

SINAIS DE ALERTA que exigem melhor investigação da Dor

  • Dor persistente que dura mais de três meses

  • Dor associada a perda de força muscular

  • Sensibilidade aumentada em áreas específicas

  • Rigidez e dificuldade de movimentação

  • Distúrbios do sono devido à dor

  • Mudanças no humor, como depressão e irritabilidade

     A dor crônica geralmente tem um impacto negativo na vida diária e na funcionalidade dos idosos:

Limitação de Movimentos e Atividades: A dor crônica pode dificultar a realização de atividades diárias, como caminhar, subir escadas, vestir-se e cuidar de si mesmo, comprometendo a autonomia.

Impacto Psicológico: A dor persistente pode levar à depressão, ansiedade e isolamento social, afetando negativamente o sono e a saúde mental.

Dependência de Medicamentos: O uso prolongado de analgésicos pode levar à dependência e a efeitos colaterais, como problemas gastrointestinais e renais.

Tratamentos disponíveis

O tratamento da dor crônica em idosos é um grande desafio para o médico, o paciente e para família. Além de ser necessário muita clareza do plano de tratamento elaborado,  com metas e parâmetros objetivos a serem acompanhados, deve ser criado um ambiente de parceria para que exista confiança e empenho para enfrentar momentos de "altos e baixos". De maneira geral, esse processo envolve:

  1. Medicações: Analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e anticonvulsivantes podem ser usados para controlar a dor. É importante que a medicação seja cuidadosamente monitorada para evitar efeitos colaterais.

  2. Terapias Físicas: Fisioterapia, exercícios leves e terapias ocupacionais podem ajudar a melhorar a mobilidade, a força muscular e a reduzir a dor. O uso de bengalas, andadores e outros dispositivos pode ajudar a reduzir a carga sobre áreas doloridas e melhorar a mobilidade.

  3. Intervenções Psicológicas: Terapia cognitivo-comportamental e outras formas de aconselhamento podem ajudar a lidar com os aspectos emocionais da dor crônica.

  4. Modificações no Estilo de Vida: Manter um peso saudável, praticar exercícios regularmente, e adotar uma dieta equilibrada podem contribuir para a redução da dor e a melhora da saúde geral.

  5. Terapias Complementares: Acupuntura, massagem, técnicas de relaxamento e meditação podem ser benéficas para o controle da dor.

  6. Gestão Multidisciplinar: Uma abordagem coordenada que envolva médicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais sempre alcança melhores resultados do que quando o trabalho é feito por apenas um único profissional.

    Como é possível perceber, a dor crônica é uma entidade multidimensional e, o tratamento holístico é o único caminho para recuperação completa da qualidade de vida dos idosos que sofrem dessa condição. 

    Não é preciso que você ou seu familiar sofra sozinho, divida comigo essa sua dor que vamos chegar em um caminho melhor juntos!